quinta-feira, dezembro 14, 2006

2 ANOS!

Fez no dia 11, dois anos que partiste. Partiste, mas desta vez sem dizer: "Adeus, até ao meu regresso!" Durante tantos anos foste um pai que eu "não conheci", quando passei a amar-te, começaste a definhar, a sofrer e então partiste, e eu não pude gozar a tua companhia. Durante 30 anos não nos conhecemos porque tu andavas embarcado a trabalhar, mas nas minhas recordações de infância estás sempre lá. Na minha adolescencia e juventude senti que eras uma pessoa que me era completamente indiferente. Chegava a pensar que era uma vergonha não sentir nada por ti. Mas quando eu menos esperava, revelaste-te... Filha, o Carica trata-te bem? (tu percebeste o que mais ninguém percebeu, nem os meus amigos...) Quando o deixei e a minha mãe "se envergonhou" tu só quiseste saber se eu estava melhor assim, e apoiaste-me. Quando te apresentei o Carlos (sem a mãe saber) ficaste feliz por me veres feliz! Quando te comecei a conhecer e me apaixonei completamente por ti, partiste. E pela primeira vez na minha vida partiu-se o meu coração. O tempo passa, mas não cura! Sinto a tua falta. A impotencia de te recuperar é tão dolorosa que nunca pensei ser possível continuar a chorar passados 2 anos! E se alguma vez te sentiste mal pelo facto de não me teres dado carinho ou acompanhado o meu crescimento, fica descansado porque o que me deste aos 40 valeu por tudo na vida. Quando embarcavas dizias sempre: "Adeus, até ao meu regresso". Desta vez nem tivemos tempo de dizer adeus, mas penso que sentiste a festa que te fiz na cara quando entraste no Hospital. Tiveste de sentir! Não quero sequer imaginar que partiste sem saber que a tua filha estava contigo, ao teu lado até ao fim... Quando cheguei a casa da mãe já estavas na ambulância, não me deixaram ver-te. Esperei 20 minutos no passeio, que a ambulância te levasse para o Hospital, não saiu. Chegaram depois os médicos do INEM. Entravam e saiam da ambulância para o carro e do carro para a ambulância e não me diziam nada. Quando passada mais de 1/2 hora me disseram que ias para o Fernando da Fonseca, enfiei-me no Saxo, e não me perguntes como, mas quando entraste no Hospital eu já tinha estacionado o carro e estava à entrada das Urgências à tua espera. Foi quando entraste que te acariciei o rosto. Sentiste não sentiste? Eu acredito que sim, tal como acredito que voltaremos a encontrar-nos um dia mais tarde. Descansa em Paz!

domingo, novembro 26, 2006

"AQUELA"

Há quem diga que mulheres, quando são amigas, ficam insuportáveis, porque concordam sempre uma com a outra e não se desgrudam. A vida apresenta-nos milhares de pessoas. E cada uma delas vem cumprir um papel connosco. Todas elas ficam na nossa memória, nos nossos hábitos, nas nossas fotos, nas nossas recordações... e no meio de tudo o que se sente de dor ou de prazer. Temos as amigas da família, as primas, irmãs e tias, que sempre estão indo e vindo da nossa vida, provando que o tempo passa, mas certas coisas nunca mudam.  Aquela amiga desbocada, engraçada, que não percebe até que ponto, tu és amiga dela.  Aquela com quem andas de braço dado para todo o lado.  Aquela a quem contaste sobre o primeiro garoto que gostaste.  Aquela que te dá dicas sobre roupas, pessoas, corte de cabelo e comportamento.  Aquela que é chorona  Aquela que te critica a cada cinco minutos.  Aquela que sabe tudo  Aquela melosa, que gosta de abraçar e mandar recadinhos de amor.  Aquela a quem contas absolutamente tudo, e sentes que foste entendida, e ficas aliviada.  Aquela que te dá broncas e te manda parar de roer as unhas.  Aquela que não tem vergonha de dizer que te ama.  Aquela que te apresenta os melhores amigos.  Aquela que passa contigo o momento mais difícil da sua vida.  Aquela que te liga todos os dias.  Aquela que nunca te liga.  Aquela intelectual, que te ensina milhares de coisas.  Aquela que te abraçou em silêncio e te sentiu chorar.  Aquela que te virou as costas quando mais precisaste.  Aquela que faz tudo por ti  Aquela egoísta.  Aquela que ouve quando tu estás apaixonada e passas horas falando do mesmo assunto.  Aquela que entende quando tu a deixaste para ficar com o teu namorado.  Aquela que exige a tua atenção.  Aquela idealista, com quem falas sobre os problemas existenciais da humanidade.  Aquela que só liga no dia do teu aniversário, e que mesmo assim tu adoras.  Aquela que parece tua mãe, e vive para te dar conselhos.  Aquela por quem sentes ciúme.  Aquela que invejaste secretamente.  Aquela por quem sentes um carinho enorme desde a primeira vez que a viste.  Aquela que pede a Deus por ti quando reza.  Aquela que magoaste porque a trocaste por outra que não valia nada.  Aquela que te deu o conselho certo, mas que tu não ouviste.  Aquela única com quem divides o que tens de mais precioso  Aquela que te paga coisas quando não tens dinheiro, ou mesmo quando tens.  Aquela a quem ajeitaste o véu antes de ela entrar na igreja para casar.  Aquela que sumiu e nunca mais soubeste nada dela.  Aquela que é uma irmã para ti.  Aquela que é sempre uma companhia gostosa, mesmo que o programa seja não ter nada para fazer...  E tem também a melhor amiga. Aquela que é simplesmente AQUELA. Enviaram-me este texto, que alterei ligeiramente, mas que me fez pensar… Eu não tenho muitas amigas. Relaciono-me facilmente com muitas pessoas, o que é diferente. Mas, há aqui “Aquelas” que me assentam que nem uma luva….  Aquela amiga desbocada, engraçada, que não percebe até que ponto, tu és amiga dela.» A Ana, miúda/adulta, cuja visão de miúda me ajuda muitas vezes a aproximar da miúda que tenho em casa.  Aquela que sabe tudo.» A Paula Tòvar. Que me corrigia constantemente nos meus erros de oralidade e de quem herdei essa mania…  Aquela que te virou as costas quando mais precisaste. » A Guida Palhota, que terminou a nossa amizade (?) por uma intriga duma pessoa que nem sequer conhecia. Foi talvez a amizade que mais me custou porque senti que não era recíproca. Se fosse Amiga, mesmo que a calúnia fosse verdadeira, teria falado comigo e ter-me-ia perdoado; se fosse realmente Amiga ter-me-ia dado o benefício da dúvida e não deu. Passaram 20 anos, mas ainda dói.  Aquela que invejaste secretamente.» A Tininha. Já lho confessei. Quando o meu casamento já andava às avessas e ela se casou. No dia do casamento dela invejei a paixão que ela sentia pelo Paulo.  Aquela que só liga no dia do teu aniversário, e que mesmo assim tu adoras.» Aqui não é Aquela, são Aquelas» Graça, Ana, Laura. E às vezes nem para isso ligam… Se não for eu a ligar, bem que posso esperar sentada…  Aquela que nunca te liga.» Será que parece mal dizer que é um amigo? O Amigo de quem mais saudades tenho. Porque sei que é amigo. No Natal vamos trocar de um novo Postal. Mas o que fica por saber… a saúde, a família, já terá netos? Por saber como ele é, respeito o silêncio e afastamento, mas tenho saudades. E depois há a que reconhecemos ter sido diferentes “Aquela” em determinados momentos da nossa vida, ou que reúne várias “Aquela”:  com quem andei de braço dado para todo o lado;  a quem contei sobre o primeiro garoto que gostei;  com quem falas sobre os problemas existenciais da humanidade;  que entendeu quando tu a deixaste para ficar com o teu namorado;  que te deu/dá dicas sobre roupas, pessoas, corte de cabelo e comportamento;  a quem contas absolutamente tudo, e sentes que foste entendida, e ficas aliviada;  que não tem vergonha de dizer que te ama;  que te apresenta os melhores amigos;  que passou contigo o momento mais difícil da sua vida;  que te abraçou em silêncio e te sentiu chorar;  que faz tudo por ti;  que te ouviu quando tu estavas apaixonada e passaste horas falando do mesmo assunto;  a única com quem divides o que tens de mais precioso;  que te paga coisas quando não tens dinheiro, ou mesmo quando tens;  que é uma irmã para ti;  que é sempre uma companhia gostosa, mesmo que o programa seja não ter nada para fazer... E essa sim é a melhor amiga. A que é simplesmente Paula.

terça-feira, outubro 31, 2006

REENCONTRO

Já não estávamos as 3 juntas há mais de quantos anos? 12? Foi na casa da Ana quando a Leonor fez os 3 anos e o Miguel era Bébé e a Mariana um projecto... A Surpresa do reencontro foi demais. O que era para ser uma visita a casa de uma amiga transformou-se num reencontro de 3 grandes amigas de LICEU (sim, do tempo em que ainda havia Liceus e não Escolas E.B.2.3 e afins). Foi tão bom recordar tanta coisa... os amigos que umas ou outras ainda vão contactando, a Carla, a Laura, o Miguel; os gajos bons do Liceu; os casamentos; os nascimentos dos filhos (cada uma teve um); os divórcios (cada uma teve um); tanta coisa... foi non stop até às 6 da manhã. O Maldito do pitassilgo é que não sabia tar calado! cantar daquela maneira às 10 da manhã?! Não há respeito. Se querem que o Homem respeite os Animais, os Animais também devem respeitar os Homens (neste caso, mulheres!) Para a posteridade fica aqui a foto de Grupo. Motivo de orgulho e que espero que imprimam e guardem, para nunca se esquecerem que na casa dos 40 estamos realmente óptimas e não temos nada a ver com as mastronças desta fotografia! Beijinhos.

terça-feira, outubro 17, 2006

PARA TI

Image hosted at bigoo

Com muito Amor

domingo, outubro 15, 2006

Esta miúda mata-me!

Decididamente a minha família decidiu fazer história no Mundo do Crime. Eu fui expulsa da Faculdade por "prestar falsas declarações no boletim de matrícula", e a minha filha não querendo que a carreira criminosa da família ficasse por um episódio de há 26 anos atrás, decidiu encetar a sua própria carreira, dando assim continuidade à série.
"Sau, letss luk at de treiler"
No dia 12 de Maio de 2005 a Leonor e mais uns colegas da Turma foram, num "furo" de História (a Prof. faltou), fazer umas explorações numa casa abandonada, muito badalada na escola, por ter muita tralha lá dentro e as coisas parecerem ter sido abandonadas às pressas, sendo a casa assombrada e o quadro do último andar ter a cara dum velho que mexe os olhos, acompanhando o movimento das pessoas...
Entre casa e pátios, dividiram-se aos pares e andaram a vasculhar aquilo tudo... (A Leonor diz que até um fervedor com leite estava em cima do fogão e a mesa da cozinha estava com restos de comida e loiça suja... Mas isso não lhes interessou, eles queriam ver o dito quadro e quando iam subir a escada viram 1 dos colegas no pátio, a mexer num extintor. Quando estavam a chegar ao último andar começam a ter dificuldade em respirar, pois o espertinho soltou o pó do extintor dentro da casa e todos tiveram de ir para a rua respirar.
Enquanto esperavam que o "pó assentasse" apareceu a GNR e eles foram catados e identificados.
Entre tentativas de fuga, choros, sustos e tentativas de suborno, lá foram todos para casa sem perceber muito bem o que tinha acontecido...
Quando chegou à escola e me telefonou, com todo o seu tacto a Leonor disse-me: "Mãe, aconteceu uma coisa grave, mas não quero que tu te assustes; entrei numa casa abandonada e... "A primeira coisa que eu pensei foi "violaram-na!"... "drogados"...ela continuou... "apareceu a GNR e apanhou-nos!"
Confesso que só me deu vontade de rir, mas fiz o meu papel de mãe e apontei-lhe todos os perigos que um acto impensado daqueles poderia ter causado... nunca pensando eu que uma aventura destas pudesse dar numa acusação de "crime".
Pois acontece que a casa, pertença da Santa Casa da Misericórdia, tinha sido abandonada e fechada com todos os seus bens (até porcelanas das Índias, dizem) até ter sido vandalizada uns dias antes dos garotos lá irem e passar a ser circuito turístico obrigatório dos Alunos da Escola E.B. 2.3 de Mafra.
Após essa vandalização (arrombamento de janelas, portas interiores, vidros, estragos em extintores, alarmes arrancados, etc.) foi apresentada queixa-crime contra desconhecidos pela Santa Casa.
Ora estando a dita Santa com um processo crime aberto, quando os garotos lá foram catados, tiveram de ser "agregados" aos processo, uma vez que tinha havido também um acto de vandalismo (com o extintor) e o Tribunal teria de apurar se não foram eles que cometeram os actos anteriores...
Depois de depormos na GNR e irmos a uma audiência em Tribunal, fomos agora convocadas para nos entregarem o processo na GNR no qual "...em face da prova produzida importa ajuizar se existem indícios suficientes da prática de algum crime por parte dos menores..." e "...com efeito, nenhum dos menores se assumiu, e não foi produzida qualquer prova susceptível de colocar em crise as respectivas versões negatórias. Perante a ausência de prova outra alternativa não resta que não seja a de arquivar os autos"
Isto foi o que eu entendi de 10 páginas de processo.
Já agora, e só por curiosidade, em relação ao puto que accionou o extintor, "o crime perpetrado pelo menor que consistiu ter despejado o conteúdo do extintor (tendo a recarga o preço de 10,00 + IVA) atendendo às circunstâncias em que ocorreu não pode deixar de se considerar pouco grave na medida em que o imóvel onde estava instalado não constituía uma casa habitada; O crime de dano é punido com uma pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa; O comportamento do menor surge como um acto isolado sendo que não ocorrem outros processos contra o mesmo"
2 dos colegas da Leonor ainda estão envolvidos neste processo porque à data do "CRIME" já tinham completado 16 anos.
Segundo me informou a Advogada do Tribunal de Menores, se a Leonor voltar a estar envolvida em qualquer situação em que seja novamente identificada, aí vai ser considerada uma reincidência... Boa!
Só tenho a dizer:... Pais! não deixem os vossos filhos ver o "Clube das Chaves"... e "Uma Aventura"... aquilo é uma escola de criminosos que a Máfia conseguiu introduzir na TVI e na SIC, e que está a subverter as crianças e aos poucos a torná-las criminosas... Beijos

Sou um animal que ama!

Tenho muitos amores. 2 vivem comigo, cá em casa; outro vive em Monte Abraão e ajuda a criar os outros 2 que são filhos de ainda outro que vive em Massamá, com 2 dos seus amores. Tenho ainda mais um amor (diria antes, um "amoreco" que vive em Santarém, com os papás, que também são uns amores; e por fim tenho um grande, grande amor, que partiu para uma viagem sem regresso; É claro que estou a falar da minha família; da Leonor e do Carlos, da mãe, da Mariana e do Duarte, do meu irmão (Cris e Afonso); do Francisco, Margarida e João e obviamente do meu Pai. Mas tenho outros amores ainda, os amigos; os que dão saudades, como a Tininha, o Sá Leonardo, a Paula Tòvar; os "que piscam" como a Carlinha, a Graça, a São, a Laura, a Ana, a Gina; e os sempre presentes, como a Trinquita, a Fatinha... Os meus últimos amores são recentes, a tia Rita e o Sr. Zé. As coisas não terão começado da melhor maneira, mas eles já me conquistaram... Depois tenho os "amorecos" com nomes especiais, Leandro, Igor e Viviane... E penso que de amores... É claro que não me esqueci de ti Paula, como poderia? Sabes que te adoro e que tens um cantinho muito especial no meu coração. Gosto de ser vossa amiga e se não o digo nunca ou com pouca frequência: AMO-VOS! Obrigada pelo bem que me fazem...

Olá!

Também decidi ter um Blog! Às vezes dá-me para escrever e aqui darei asas à minha vontade e imaginação.

O Carlos achou boa ideia, quanto mais não fosse para registar os meus sonhos. Sonhos mesmo. Daqueles que sonhamos durante a noite quando estamos a dormir.

Eu sei porque é que ele disse logo isto. É que os meus sonhos são muito espatafúrdios, mas eu lembro-me quase sempre deles e gosto de os contar com todos os pormenores (o que convenhamos, se não houver muito trânsito, dá à vontade para não me calar toda a viagem de ida para o metro).

Mas vai ser difícil. É que eu só me lembro dos sonhos logo de manhã, e não me estão a ver a teclar no computador antes de sair de casa, pois não?

Logo veremos.

Até sempre!