
Há 13 anos pensei ter terminado uma história.
Uma história que durou 8 anos. A partir do 2º "filme", sempre que lia "The End" ficava a aguardar a continuação (tipo Filme do Rocky, com o Sylvester Stalone). Agora que o refiro, é mesmo como o Rocky, porque depois de pensarmos que a saga do pugilista, depois de «Rocky» (1976), «Rocky II» (1979), «Rocky III» (1982), «Rocky IV» (1985) e «Rocky V» (1990) tinha acabado, eis que surge qual Fénix das cinzas o "Rocky Balboa".
Pois é, a vida tem destas partidas. Só que o Sylvester Stalone neste seu último filme tira dividendos; acumulando o facto de ser argumentista, realizador e ainda produtor executivo ao de actor, para além da pipa de massa que ganhou com o filme, foi ele que decidiu o que fazer com a História... e para além de tudo, conseguiu neste 6º filme o consenso da crítica, coisa que os outros 5 filmes nunca conseguiram; " O final da saga é bom".
Pois é. O facto de saber que não vai haver um 7º Rocky faz com que os que não apreciam o género, fiquem satisfeitos pelo Ponto Final.
Só que na minha História, eu sou apenas uma marioneta. Mais uma vez, tenho se esperar para saber, tenho de sofrer ao esperar; e se nos primeiros capítulos da história, apesar de ter durado 8 anos, eu não ter tido tempo para me "preocupar" (seria a inconsciência da juventude?) agora estou apavorada.
Desta vez há palavras novas, "punção", "esterotaxia", eu disse novas, não disse desconhecidas... sei o que é uma punção, mas não sabia o que era a estereotaxia. Nenhuma delas deve ser agradável, mas o resultado é que importa.
Pela primeira vez na vida, tenho medo. Eu, que pensava ser imune ao medo... sinto-me fragilizada e é mau, porque não estou habituada!