domingo, setembro 20, 2009

Para ti, Paulinha,

O meu problema, não são os outros... o problema, sou eu mesma.
Nem sequer estou estruturada para dizer porque me sinto infeliz.
Tu quando me envias um SOS, já está num pranto. É um problema. Tem, ou melhor, teve um nome: Artur, Luís...
Afinal, o primeiro nem era um problema (foi uma libertação) e o segundo foi provisório...
É logico que ao longo dos teus 34 anos não foram os únicos problemas da tua vida, não me esqueço da tua saúde... mas tu estás mesmo rodeada de amigos que te fazem pensar noutras coisas, e eu possivelmente, o que sinto é solidão...
Mas porque é que me fecho?
A sério, estou com medo, mas estou com muita esperança que as consultas me ajudem, nem que seja a encaminhar-me para o lugar certo...
Obrigada amiga. Sei que se eu te pedisse para vires, tu compravas um equipamento de futebol americano e vinhas dar-me o teu ombro.
Desculpa mas não consegui evitar um sorriso só de te imaginar:
Saltos altos, perna boa (como dizia o teu Jonny) e depois uma camisola de futebol americano com um pescoço alto (por algum motivo és girafa) que sustenta a cara mais linda do meu mundo (não esquecer o maxilar superior, nunca!) desde que nos conhecemos!

Agora que já dei o primeiro passo...

Tenho medo.
Dia 23 vou à psicóloga.
O que é que vou contar a uma estranha, que me possa ajudar?
As coisas que quando conto ao Carlos, ele me ouve e depois diz: "e?"
Coisas sobre as quais ele conhece a realidade tanto profissional como pessoal.
Será que são ninharias?
Será que dramatizo demais a minha vida?
Será que estou hipersensível e exponencio a realidade?
Como é que alguém pode entender que hoje ao ver o "Dirty Dancing" chorei copiosamente, só de pensar que o Patrick Swaze, que fez bater tanto coração, emocionou tanta gente, fez escorrer algumas lágrimas, morreu com 57 anos e não houve dinheiro, fama nem amigos que o pudessem impedir?
Como é suposto começar uma consulta de psicologia?
Quando telefonei a marcar, perguntaram-me se era psicologia ou psicologia clinica. Estive quase para dizer psiquiatria...

quarta-feira, setembro 09, 2009

Message in a bottle

Desde Maio que cá não venho. Desde Maio que cá não vem ninguém...
Para quê?
É aqui que me exponho, é aqui que "vomito" as minhas mais íntimas emoções.
Podia fazê-lo no word, mas não sei porquê, o blog para mim funciona como uma terapia... uma mensagem numa garrafa que alguém um dia irá encontrar e compreender-me no todo.
Dei o meu "acesso" aos meus amigos e durante uns tempos tive uns comentários às minhas piadolas... aos meus carinhos... às minhas dádivas...
Amigos houve que nunca cá vieram, nem devem ter anotado o "endereço".
Chego a perguntar-me porque é que as pessoas perguntam umas às outras se está tudo bem...
Eu respondo sempre que sim!
Será normal?
Será que as pessoas acreditam mesmo que está sempre tudo bem, mesmo quando se me embarga o sim na garganta, ou ficam aliviadas quando ouvem essa resposta e não "descodificam os sinais" porque assim podem continuar nas suas vidinhas?!
Eu sei que sou muito fechada, tenho uma dificuldade atroz em desbafar, não sei se conseguiria falar o que me vai na alma, mas gostava que alguém se preocupasse realmente com isso!
Como não estou bem e preciso de ajuda e não quero sofrer de auto-comiseração e os psicólogos e psiquiatras também têm família para sustentar, vou procurar ajuda profissional para ver se este blog começa a ter assuntos mais interessantes.