quinta-feira, junho 24, 2010

Lembram-se da expressão “a caixa que mudou o mundo”?

Pois, com todas as caixas tecnológicas que temos ao nosso dispor a toda a hora, descobri há 2 anos uma nova caixa de papel a que atribuo mesmo esse velho conceito, mas numa versão muito mais atraente: “a caixa que nos faz viver mesmo o mundo” E neste caso o mundo é o nosso pequenino Portugal, mas fazê-lo com a SmartBox é a garantia de o fazermos com qualidade. Já comprei três diferentes: “Hotéis de Charme”, “Escapada Pitoresca” e a “Escapada Cultural” Se a primeira me levou ao Grande Hotel do Luso (nada especial e charmoso ainda menos) valeu o passeio pelos arredores, quem não se perde de amores pelo Buçaco? O Palácio, os jardins, a mata…
A segunda, foi uma ideia para partilhar um passeio com os meus sogros. Rumo a Vila Real, a surpresa foi efectivamente a casa. A vantagem da escapada cultural é que são 2 noites e eu tive muita sorte ao escolher a Vila Delfina.
Não conhecia muito bem a zona da Lousã e queria explorar as aldeias do xisto, por isso, a oferta da Vila Delfina pareceu-me simpática, mas… ao chegarmos, rapidamente nos apercebemos que é muito mais do que simpática. É como irmos visitar uma pessoa de família que já não víamos há uns anos e que nos recebe com requinte, mas amabilidade e carinho, sempre a sentirmo-nos como se estivéssemos em família. A Vila é de 1932 mantém a traça e a decoração dos tempos do avô da D. Maria Manuel. Algures, há uma década ou duas fizeram umas obras de ampliação que sentimos não estarem tão bem integradas no conceito arquitectónico da casa, mas muito sinceramente, são "peanuts". Chegámos, e a Francisca andava com uma amiga a brincar no jardim. Passavam por baixo dos aspersores da relva e pareciam uns pintainhos molhados. A mãe ainda dava os últimos retoques para a nossa entrada. Descrever a D. Maria Manuel é descrever um turbilhão… anda a 100, resolve a 200 sempre com o radar a funcionar e explode simpatia e hospitalidade por todos os poros. É lindo ver a Francisca já a seguir os passos da mãe. A Vila Delfina é uma casa linda, mas o que mais me tocou é que é um projecto duma Senhora muito forte que quer perpetuar a herança da família, e que tem naquela filha de 9 anos o apoio incondicional e a semente do seu projecto a germinar e de que maneira! Deixo-vos umas fotos para “despertar” o interesse, mas recomendo vivamente:
O requinte do interior
e depois nas traseiras há um espaço espectacular de descontracção pura...
Agora vejam só o miminho...
E não podemos esquecer os arredores… Se forem de Lisboa para a Lousã. Vale a pena passar por Conimbriga, só para recordar...
Só mais uma coisa, apesar da casa ter 3 quartos, a D. Maria Manuel só aluga a 1 casal. Só se for um grupo de amigos é que ela aluga a outros casais e a casa é óptima para patuscadas e férias... está toda equipada.
Quem quiser contactá-la directamente sem ser pela smartbox pode fazê-lo para o seguinte endereço: info@viladelfina.com
Espero que tenham oportunidade de lá passar, pois o blog não me deixa pôr mais fotos, mas num raio de 2 a 15 Kms é só ribeiras e piscinas fluviais
e se gostarem de actividades radicais também há de tudo...
Sigam este conselho e deslumbrem-se!

quinta-feira, maio 13, 2010

Este fim de semana vi passar um paquete...

E mais uma vez a saudade bateu tão fundo!!!

domingo, maio 02, 2010

Com 3 letrinhas apenas...

Se escreve a palavra dor!
Hoje vou almoçar com a minha mãe e com a minha filha...
E todos os conceitos à volta da maternidade me soam agora tão falsos...
Como filha, tive uma mãe 100% dedicada a mim e ao meu irmão.
Os filhos para ela eram tudo.
Educou-nos com a convicção de que tudo o que fazia era para o nosso bem...
Falhou em muitos aspectos e eu achei que quando fosse mãe nunca cometeria os mesmos erros.
De tal forma levei isso à letra que tudo o que achei aue tinha sido uma falha da minha mãe, eu fiz ao contrário...
Só que a vida que eu apresentei à minha mãe enquanto filha, não é a mesma que a minha filha me apresenta a mim enquanto mãe.
Se há algo difícil na vida, é ser mãe...
Não há livro, não há cientista não há fórmula, para ser a mãe perfeita.
Pensar que um SIM e um NÃO podem definir o que o nosso filho será amanhã...
Pensar que um SIM e um NÃO podem definir o afastamento entre nós...
Neste momento sou a única que se vai sentar à mesa no papel de filha e mãe.
Infelizmente a minha mãe já cá não tem a mãe e a minha filha ainda não foi mãe.
Ser mãe para mim foi a maior alegria e o maior desafio que algum dia podia sentir, e ambiciosa como sou, quis ser a melhor mãe do mundo para que a minha filha nos momentos das "encruzilhadas" soubesse sempre qual o caminho a adoptar; sem grandes dramas, sem grandes sofrimentos.
Dei-lhe sempre muito mimo, pois dei, mas sempre fui muito racional e exigente com os valores e princípios éticos e morais.
Preparei-a desde muito cedo para tudo o que não se aprende na escola e dismistifiquei "tudo o que se aprende com as amigas".
A vida são factos e eu dei-lhos a conhecer a todos para que soubesse o que é a vida.
Respondi-lhe sempre abertamente e com a verdade a tudo o que me perguntou... até ao dia em que deixou de perguntar...
Contei-lhe toda a minha vida. Inclusivé episódios que mais ninguém conhecia.
Contei-lhe que errei algumas vezes como filha e como isso envergonhou a minha mãe.
Disse-lhe que por muito que nos avisem e aconselhem, há sempre situações que temos de viver e dar com os burros na água e aprender à nossa custa...
Só gostaria de deixar duas mensagens para ambas:
"Mãe, a vida é mesmo cruel; afasta-nos de quem amamos e eu sinto-me impotente e não consigo dar a volta. Queria passar mais tempo contigo, mas queria que quando estou ao pé de ti, tu só pensasses em estar comigo. Poderiam ser só 10 minutos, mas seriam 10 minutos só nossos...
Peço desculpa pelas vergonhas que te fiz passar. Peço desculpa pelos desgostos que te causei. Peço desculpa por ser agressiva ao telefone. Peço desculpa por ter pouco tempo para ti.
Só não quero pedir desculpa por uma coisa: por algum dia pensares que eu não te Amo!
Amo-te e quero muito que tu te cuides, porque eu preciso muito de ti... não para me passares a roupa a ferro, não para me limpares a casa... só preciso de ti para sentir o teu carinho; que sou especial para ti e que eu também sou importante para ti.
Já viste que desde que estás doente e não me podes vir "limpar a casa" nunca mais cá vieste?
Eu não quero que a "empregada" venha cá a casa, eu queria que a minha mãe viesse cá passar um fim de semana..."
"Filha, estou muito cansada desde que fizeste 18 anos! e ainda mais cansada de ser mãe em part time, ou mãe de conveniência.
Eu não sou fácil, mas todos os dias sou igual. Desde que nasceste. Gosto de miminhos, abraços e confidências. Tu és instável... Fechas-te semanas no quarto, falas por monossílabos e um dia apareces na cozinha como se na véspera tivessemos andado as duas na festa...
Estou tão cansada deste comportamento que nem percebo se me manipulas.
Estou tão cansada deste comportamento que não sei se tu já não és a Leonor que eu conhecia, mas eu insisto que continua a existir...
Sei que existem 2 Leonores. A que vive comigo e a que os outros conhecem.
E eu não conheço nenhuma delas."

quarta-feira, abril 14, 2010

Opções

Tu anseias por ser independente e sair de casa....
Não tens liberdade dentro da tua própria casa...
Quando vais passar o fim de semana a casa do teu pai é uma maravilha pois não há regras; acordas à hora que queres, comes onde e quando queres, sais e entras e não tens de dar satisfações...
Pois é filha, para a semana vais fazer 19 anos e o que eu te vou dizer agora vai soar a maior imbecilidade deste mundo, mas se o computador não se avariar e exte blog ainda existir daqui a uns anos, talvez me compreendas...
Com o nosso divórcio, o teu pai começou a criar-te hábitos aos fins de semana que até aí, enquanto casal, nunca tinhas experimentado...
Cronologicamente este post está fora de ordem pois hoje é dia 7 de Junho e comecei a escrevê-lo algures em Abril e neste momento, não tenho disposição para o terminar... acho que não vale o meu esforço.
Dei-te o que devia, orientação e valores, agora os caminhos têm de ser escolhidos por ti. Mas ao escolhê-los não me peças para te dar boleia ou pagar a viagem. Ou me convidas para partilhar a viagem contigo ou "viajas sozinha"...
Disparate!

sexta-feira, abril 02, 2010

É só rir!

Para a minha fininha de estimação com quem tive ontem uma hora ao telefone sempre a rir... obrigada! Pensei por aqui a letra do Chico fininho, mas como não era Xiquita fininha desisti...
Assim, e pelos motivos mais óbvios, para quem entende, aqui fica uma letra duns artistas que já desapareceram do mapa, mas que têm o nome da banda mesmo a calhar:
Ainda te lembras?
"E como tudo que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida,chiclete
Chiclete, ah!(5x)
Ah!(5x (chiclete)
E nesta altura e com muita iquietação
Faço um reparo e quero abrir umaexcepção
Um cassetete nunca será não, chiclete
Chiclete, ah!(5x)
Ah!(5x) (chiclete)
E como tudo que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete, Que se prova, mastiga, dita fora, se demora
Como esta música é produto acabado Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida,chiclete
Chiclete ah!(5x)
Ah!(5x) Chiclete
Chiclete (prova)
Chiclete (mastiga)
Chiclete (deita fora) Chiclete (sem demora)"

domingo, março 28, 2010

CABO VERDE - ILHA DA BOA VISTA

Cabo Verde Ilha da Boa Vista, Paisagens de sonho, Tartarugas, baleias, dunas, tamareiras, coqueiros e simpatia... Que povo lindo! que coração grande! Numa terras de emigrantes, onde a terra só dá pedras e pó, existe um povo que canta "as mornas" como ninguém... Numa terra de emigrantes, que de 2009 para 2010, duplicou a população de 4 mil para 8 mil habitantes (por causa da abertura de 2 novos hotéis) aquele povo perguntou-nos pela Madeira, e quando lhes dissemos que os Senegaleses eram "colas" e se faziam passar por caboverdianos e que eles não podiam deixar, pois manchava a reputação deles; responderam-nos sorrindo: "nós também partimos para outras terras e lá também não é fácil. Lá obrigam-nos a ser diferentes do que somos aqui". A terra é pobre, a Gente é rica! Sempre bem dispostos e de sorrisos nos lábios... A frase que ficou: "Somos tão pobres, tão pobres, tão pobres; que só nos resta ser felizes!" É assim na Boa Vista. Coração grande e bonito! Olá! nas dunas com amor Ulisses cantando uma morna por do sol visto da janela do quarto "arte" no interior do hotel parte da piscina vista do quarto do hotel praia do hotel hotel por do sol na praia "sandbord" descascando ervilhas(?) baleia (barbatana) na praia de Sal-Rei (capital) na praia do Ervatão o sol... ao fim da tarde pormenor das dunas entre tamareiras coqueiros vista de Rabil o porto de Sal-Rei Di Bai!

sábado, março 06, 2010

O Sexo e a Cidade

Não somos 4 glamourosas quarentonas com profissões excelentes e vidas excitantes, mas os nossos fins de semana também davam uma série... Somos 3, e tal como as outras, todas diferentes, todas iguais. Ao contrário das outras não conseguimos estar muitas vezes juntas, mas quando estamos, não vamos para os copos nem pensamos em engates. Temos as 3 uma coisa em comum... divorciamo-nos. Entretanto, eu casei, a Paula namora, e a Ana vive com o ex marido. O que parecia ser uma coisa em comum, afinal é bem diferente. Tal como nós, também somos tão diferentes umas das outras. A Paula parece estar a viver uma fase de muita determinação. Sabe que gosta do Luís, sabe o que não gosta no Luís e diz-lho. A Ana anda completamente perdida! Não sabe do que gosta, e vive acomodada. Pior, não vive! passa o tempo acomodada. Eu finalmente, parece que me estou novamente a ancontrar. Para nos definir melhor arranjei 3 objectos: a Paula, faz tudo o que é preciso, mas sempre na elegancia duns saltos altos... eu, tento fazer o que é preciso, de saltos altos, mas com a estabilidade da cunha! a Ana, espera que o mundo a favoreça, de pés bem assentes na terra. Este fim de semana deixou-me apreensiva...