quinta-feira, maio 13, 2010

Este fim de semana vi passar um paquete...

E mais uma vez a saudade bateu tão fundo!!!

domingo, maio 02, 2010

Com 3 letrinhas apenas...

Se escreve a palavra dor!
Hoje vou almoçar com a minha mãe e com a minha filha...
E todos os conceitos à volta da maternidade me soam agora tão falsos...
Como filha, tive uma mãe 100% dedicada a mim e ao meu irmão.
Os filhos para ela eram tudo.
Educou-nos com a convicção de que tudo o que fazia era para o nosso bem...
Falhou em muitos aspectos e eu achei que quando fosse mãe nunca cometeria os mesmos erros.
De tal forma levei isso à letra que tudo o que achei aue tinha sido uma falha da minha mãe, eu fiz ao contrário...
Só que a vida que eu apresentei à minha mãe enquanto filha, não é a mesma que a minha filha me apresenta a mim enquanto mãe.
Se há algo difícil na vida, é ser mãe...
Não há livro, não há cientista não há fórmula, para ser a mãe perfeita.
Pensar que um SIM e um NÃO podem definir o que o nosso filho será amanhã...
Pensar que um SIM e um NÃO podem definir o afastamento entre nós...
Neste momento sou a única que se vai sentar à mesa no papel de filha e mãe.
Infelizmente a minha mãe já cá não tem a mãe e a minha filha ainda não foi mãe.
Ser mãe para mim foi a maior alegria e o maior desafio que algum dia podia sentir, e ambiciosa como sou, quis ser a melhor mãe do mundo para que a minha filha nos momentos das "encruzilhadas" soubesse sempre qual o caminho a adoptar; sem grandes dramas, sem grandes sofrimentos.
Dei-lhe sempre muito mimo, pois dei, mas sempre fui muito racional e exigente com os valores e princípios éticos e morais.
Preparei-a desde muito cedo para tudo o que não se aprende na escola e dismistifiquei "tudo o que se aprende com as amigas".
A vida são factos e eu dei-lhos a conhecer a todos para que soubesse o que é a vida.
Respondi-lhe sempre abertamente e com a verdade a tudo o que me perguntou... até ao dia em que deixou de perguntar...
Contei-lhe toda a minha vida. Inclusivé episódios que mais ninguém conhecia.
Contei-lhe que errei algumas vezes como filha e como isso envergonhou a minha mãe.
Disse-lhe que por muito que nos avisem e aconselhem, há sempre situações que temos de viver e dar com os burros na água e aprender à nossa custa...
Só gostaria de deixar duas mensagens para ambas:
"Mãe, a vida é mesmo cruel; afasta-nos de quem amamos e eu sinto-me impotente e não consigo dar a volta. Queria passar mais tempo contigo, mas queria que quando estou ao pé de ti, tu só pensasses em estar comigo. Poderiam ser só 10 minutos, mas seriam 10 minutos só nossos...
Peço desculpa pelas vergonhas que te fiz passar. Peço desculpa pelos desgostos que te causei. Peço desculpa por ser agressiva ao telefone. Peço desculpa por ter pouco tempo para ti.
Só não quero pedir desculpa por uma coisa: por algum dia pensares que eu não te Amo!
Amo-te e quero muito que tu te cuides, porque eu preciso muito de ti... não para me passares a roupa a ferro, não para me limpares a casa... só preciso de ti para sentir o teu carinho; que sou especial para ti e que eu também sou importante para ti.
Já viste que desde que estás doente e não me podes vir "limpar a casa" nunca mais cá vieste?
Eu não quero que a "empregada" venha cá a casa, eu queria que a minha mãe viesse cá passar um fim de semana..."
"Filha, estou muito cansada desde que fizeste 18 anos! e ainda mais cansada de ser mãe em part time, ou mãe de conveniência.
Eu não sou fácil, mas todos os dias sou igual. Desde que nasceste. Gosto de miminhos, abraços e confidências. Tu és instável... Fechas-te semanas no quarto, falas por monossílabos e um dia apareces na cozinha como se na véspera tivessemos andado as duas na festa...
Estou tão cansada deste comportamento que nem percebo se me manipulas.
Estou tão cansada deste comportamento que não sei se tu já não és a Leonor que eu conhecia, mas eu insisto que continua a existir...
Sei que existem 2 Leonores. A que vive comigo e a que os outros conhecem.
E eu não conheço nenhuma delas."