domingo, junho 17, 2007

Amor, pra onde vais? Não vês que entraste num barco que nunca sairá do cais?


Estou cansada de estar cansada...
Será isto que eu tenho de pagar por ter tentado ser feliz?
Agora que comecei a viver a minha nova vida, cada contratempo é um sofrimento maior.
Quando me entrego é de corpo e alma, mas agora o meu corpo falha. E apesar de já ter umas falhas há muito tempo, e uma delas bem "marcante", acho que a que mais me doi é a que ninguém vê. É a que vai fechar um dia o meu portão.
Desde o princípio que eu sabia que isto poderia acontecer e por isso dizia que a minha frase seria: viver um dia de cada vez como se fosse uma benção.
Mas agora que vi a sombra, não me consigo libertar do medo. E tenho medo de me fechar, com medo de sofrer; secar, pra não chorar.
Onde está o interruptor da realidade? Desliguem-no por favor e deixem-me voltar a acreditar no sonho que vivi 4 anos!
Dizes-me que ninguém sabe o dia de amanhã.
Mas agora quando repetes a frase que me disseste há quase 5 anos, de igual, só tem as palavras. A tua hipotese de frustração há 5 anos agora é uma frustração concreta. Comigo! Os teus sentimentos não mudaram, em relação a mim, mas a ti...
E embora me(te) tentes convencer de que com outra não haveria certezas; a verdade é que o presente é uma dura certeza por um futuro com uma mísera incerteza, até quando?
E se pensares bem, no princípio, o que afinal não era tão importante como isso, sempre foi, pois sempre alimentaste o sonho de que serias. Não é um fenómeno recente, de olhar para os teus amigos e veres que eles já são e tu não... e comigo não é algo adiável... é definitivamente impossível.
Tu tens a balança, tens os pratos e tens os pesos.
Como te disse no primeiro dia em que mo confessaste, mais vale ires embora hoje do que deixares que eu continue a alimentar este amor e depois sofra mais quando te perder... Tenho medo, de ter parado de alimentar este amor a partir dessa data. Não controlo, não domino. Estou na expectativa e isso absorve 100% do meu dia. A minha saúde, o meu humor, o meu ânimo... acho que perdi o discernimento.
Estou cansada de estar cansada...


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