Senti-te no mais íntimo do meu ser no dia 5 de Agosto de 1990.
A ansiedade era tanta que fui logo fazer o teste de gravidez. Passei a vergonha de ter de dizer ao famaceutico que estava com 8 horas de atraso (os testes na altura só deveriam ser feitos com 2 ou 3 dias de atraso), mas a ténue linha cor de rosa que aparecia no teste, para mim, cada vez era mais forte e por isso acreditei que estavas cá dentro!
E felizmente estavas. Tive uma gravidez fantástica e no dia 20 de Abril de 1991, nasceste! E eu quis que fosses a criança mais feliz do mundo... para além de tudo o que faz parte do crescimento "biológico" e "higiénico" de uma criança, brinquei contigo, li-te histórias ao deitar, cantei contigo todas as canções dos filmes da Disney em altos berros ao vermos os filmes, jogámos jogos inventados por nós: os opostos, o feminino, o sem fim... sei a ordem pela qual te nasceram os dentes de leite, quando deste o 1º passo, quando fizeste o 1º cócó, quando disseste a 1ª palavra e mais de 500 "gracinhas" cronológicamente registadas num caderno (só até aos 2 anos). A partir daí exponenciaste de tal maneira que me era impossível manter o ritmo e passei a registar só as proezas.
E de repente, quando dei por mim, a minha menina, já não estava ao pé de mim para eu ver todas as gracinhas...
Cresceu... e eu fiquei orfã da minha menina.
Ela evoluiu e eu é que não estava preparada. Lidar com a "jovem" que vive agora comigo não é fácil. Eu não sei mesmo o que fazer!
Amo-te filha, por isso, cada decisão que tenho de tomar em relação ao teu futuro é um sofrimento atroz, pois nada me garante que é a correcta...

4 comentários:
Eu vou estar sempre ao teu lado, mesmo sem ter vivido todas as experiências, volta a ser quem já foste eu sei que ainda consegues.
Beijo.
Quem é que anda a usar o meu nome para comentar os meus Posts?
Para deixares comentário, escreves, assinas de modo a que eu saiba que és tu, clicas Anónimo e só depois PUBLICAR. Ok
Enviar um comentário